terça-feira, 3 de janeiro de 2012

No topo da torre


“O tour d’Argent é sooo 1908!”.

Podem me chamar de turistona brega, fora de moda, não tô nem aí. Eu fui! E recomendo.



Pra quem acha que o restaurante já perdeu o brilho, eu digo: a prata continuava bem polida viu? O Michelin tirou 2 estrelas de lá, mas a que sobrou estava ofuscando tudo!

Brincadeiras à parte, foi muito gostoso comer num restaurante tão tradicional. Foi quase como se eu pudesse provar um pouquinho de história bem servida.
Dizem que o restaurante existe desde 1582, e, durante todos esses anos, recebeu personalidades e tanto, como o rei Henrique IV (não sei qual dos Henriques ele é, mas pomposo né?), Roosevelt, Charles Chaplin, Salvador Dalí, Kennedy, Grace Kelly, Picasso, Elisabeth II.


Como uma história puxa outra: o restaurante do filme Ratatouille foi inspirado nele (calma, meninas, não vi nenhum sinal dos bichinhos por lá).

O prato mais tradicional é o Caneton Tour d'Argent, (pato), e cada um que pede a especialidade recebe um cartão postal com o número do prato que lhe foi servido (o número já ultrapassou 1 milhão).


Outro rumor ao redor do restaurante é sua adega que vale milhões e por isso vigiada 24 horas. Pra que assaltar banco né?


O almoço foi uma delícia desde antes de chegarmos. 

O serviço é im-pe-cá-vel. Recebi uma ligação pela manhã no dia da minha reserva para nos informarem que eles nos aguardavam para o almoço. Ao chegarmos, todos os mimos. Pegam os casacos, nos levam para uma sala de espera bem estilo antigo, onde vemos fotos de pessoas que já passaram por lá. O restaurante é um verdadeiro museu, retrato de outra época.


O ambiente todo te leva pra outro tempo. Eles cuidam de todos os detalhes, desde a luva do(s) maître(s) – não consegui identificar o maître, acho que tinham uns 8, sem brincadeira.

Fomos acompanhadas até o elevador, que nos leva ao piso do restaurante – a vista é linda lá de cima: Notre Dame e o Sena (reserve uma mesa próxima à janela).


O almoço foi indescritível. Impressionante.

Curiosidade: o cardápio ainda segue a tradição de não ter preço no menu feminino – exceto por um prato, um caviar que custa mais de 200 euros e está bem sinalizado (do tipo: “moças, não ferrem seu date pedindo esse prato”).



Pedimos o menu Déjeuner (uma entrada, um prato e uma sobremesa), mas mesmo que você já saiba o que vem eles sempre te surpreendem... vem uma entrada para a entrada e uma sobremesa para a sobremesa! Fora a bandeja de chocolates que você ganha para acompanhar o café.

É o melhor exagero do mundo!



La Tour D’Argent
17 Quai de la Tournelle - Paris

2 comentários:

  1. Para melhorar mais ainda, eu tive a grata surpresa de encontrar garçons portugueses....ufa, não precisei usar do meu frances ( totalmente decorado ), pois segundo uma grande amiga, eu precisaria no mínimo pedir o cardápio na língua local para garantir a simpatia ....rsrs

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